• 14 June 2017
  • brunafioruci

De acordo com o Ministério da Saúde, menos de 2% da população brasileira é doadora de sangue e destes, pouco mais da metade realiza este procedimento de forma espontânea. Por esse e outros motivos o 14 de junho é lembrado como o Dia Mundial do Doador de Sangue. E quando o assunto é doação de sangue, o Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), instalado no campus da Unesp no Distrito de Rubião Júnior, é referência.

Trata-se do primeiro Hemocentro do interior de São Paulo e o segundo no País em atividade até os dias de hoje. Desde o início da década de 80, quando começaram as primeiras coletas, o Hemocentro de Botucatu fortaleceu sua estrutura e hoje vai além da captação de doadores, com atuação, inclusive, na área de ensino e pesquisa. Porém, os desafios continuam a acompanhar a crescente necessidade pela doação de sangue.


A necessidade de doação de sangue é crescente

Atualmente são de 20 a 30 doações todos os dias. Mas para atender a demanda dos hospitais de Botucatu e de mais de 30 serviços de saúde na região, o ideal seria que o Hemocentro pudesse atrair mais de 60 doadores de sangue diariamente, com meta de ultrapassar mais de 2 mil doações por mês. Entretanto, com o inverno e as férias escolares de julho, esse processo de engajamento da população para a doação de sangue se torna ainda mais árduo.

“Talvez o maior desafio seja fidelizar as pessoas ao serviço, para que a ação não se restrinja a um caso de solidariedade isolado. Mas que a população incorpore a doação de sangue dentro de suas atividades, ao longo de todo ano. Para isso, basta dar o primeiro passo, que é procurar o Hemocentro”, enfatiza Silvio Luiz Neves, coordenador do Hemocentro de Botucatu.

“Temos que fazer com que o gesto, o exemplo, contamine de forma positiva às pessoas ao nosso redor, provocando a criação de uma cultura de conscientização, uma verdadeira corrente do bem em prol à doação de sangue. E esse comportamento só muda quando nos colocamos no lugar do outro. Devemos sempre nos perguntar: e se eu ou alguém que amo precisasse de uma doação?”, provoca.

Foi justamente essa necessidade de ajudar alguém próximo que motivou Joaquim Carlos de Andrade Jr. a doar sangue pela primeira vez, lá em 2012. Desde então, o funcionário público busca manter uma rotina de doação junto ao Hemocentro, sempre com o objetivo de poder ajudar outras pessoas que lutam pela vida.

“Na primeira vez doei porque um parente tinha sofrido um acidente. Agora já é um hábito. Chego a doar de duas a três vezes ao ano e sempre falo no meu ambiente de trabalho. Eu entendo que algumas pessoas não doam por desconhecer o serviço ou porque dizem passar mal só de ver sangue. Mas o importante, no final de tudo, é doar e ajudar”, afirma. 

Posto de coleta no Centro

Em breve, uma ação especial deve provocar maior procura pela doação de sangue em Botucatu. O Hospital das Clínicas, em parceria com a Unimed, proporcionará que seja aberto a partir deste segundo semestre, um posto de coleta em um prédio anexo ao Hospital Misericórdia, localizado bem no centro da Cidade.


Hemocentro precisa sempre de todos os tipos de sangue

A iniciativa vem de encontro a uma antiga demanda da própria população, que hoje fica restrita a realizar doações de sangue na estrutura do Hemocentro, no campus de Rubião Júnior, distante pouco mais de 7 km do Centro.

“Esse posto de coleta facilitará muito o acesso do doador ao serviço, e oferecerá diversos benefícios, como estacionamento próprio e agendamento prévio de doações”, explica o coordenador médico do Hemocentro do HCFMB, Dr. Thiago Herbst

Você sabia?

Um dos tipos de sangue que mais faz falta aos hemocentros é “O negativo”. Ele representa cerca de 10 % dos estoques de bolsas. Apesar de ser mais raro na população, é o sangue mais compatível com os demais. Ou seja, uma pessoa com sangue O negativo é considerado doador universal.

Outra curiosidade é sobre o intervalo entre uma doação e outra. Homens podem doar sempre se três em três meses, enquanto que para mulheres é recomendável que o procedimento seja feito com no mínimo espaço de quatro meses.

Requisitos para doação de sangue

Para doar sangue basta procurar o Hemocentro, portando documento pessoal com foto [RG ou CNH] e apresentar os seguintes requisitos:

- ter de 18 a 69 anos;

- apresentar boa saúde e pesar acima de 50 quilos;

- não estar em jejum;

- não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes da doação;

- dormir ao menos 6 horas antes da doação;

- não estar com doenças infecciosas;

- não ter vida sexual promíscua [sem o uso de preservativos];

- não ser usuário de drogas;

- Caso tenha recebido dose de vacina contra rubéola ou gripe, aguardar 48 horas antes da doação;

- A doadora não deve estar grávida ou amamentando

- Não pode ter tido hepatite após os 10 anos de idade, diabetes e/ou pressão alta, doença de chagas, convulsões, labirintite, malária ou aids.

Doação de plaquetas

A doação de plaquetas pode ser feita no mesmo procedimento, e beneficia muitos pacientes, especialmente aqueles em tratamento para leucemias e outros tipos de câncer, aos submetidos a transplante de medula óssea e a cirurgias cardíacas, às vítimas de trauma, dentre outros. Pode ser realizada a cada 72 horas, não ultrapassando 24 doações em 12 meses. A reposição das plaquetas pelo organismo é rápida e ocorre em até 48 horas. 

Mais informações

Em caso de dúvida, basta entrar em contato com o Hemocentro do Hospital das Clínicas de Botucatu pelo telefone (14) 3811-6234 (ramal 240). O horário de atendimento é de segunda a sexta, das 8 horas às 16h30, e aos sábados, das 7 às 12h30. Mais informações pelo site http://www.hemocentro.fmb.unesp.br/.

 

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